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Mostrando postagens de 2014

Sobre a Felicidade Musical

Tua solidão musical, chama felicidade. Demência musical, chama felicidade. Confusão, ambiguidade e contradição, configuram tua partitura. Segues em um ritmo 'disritmado'. Todas as notas que colocas, forma uma sinfonia que só tu conheces. Conhecemos teu violão, tuas dedilhadas... Mas, teus pensamentos, não acessamos. Falas de Schubert, e tocas Chico. Ei! Fala pra mim... Teus pensamentos inquietam-me. Tuas notas falam, mas tua voz... Cadê? Ei! Fala pra mim... Tens dormido? Tuas notas tem me visitado noturnamente. Teu violão fala, mas tua voz.. Cadê? Acreditas em mim? Tua voz não merece "sair". Teu violão dança, canta, grita... Teu violão expressa a felicidade musical. E tua voz... Cadê? Ela não precisa "sair". 

Quem sabe do amor? (Part. I)

Desde criança eu me perguntava: "O que é esse tal de amor?" Durante a adolescência, jurei ter vivido vários! Foi um beijo lá, uns abraços aqui e alguns "eu te amo" de longe... Fazia planos, sim, fiz muitos planos. Nenhum um deles incluía filhos ou responsabilidades... Eu odeio a Disney, sim eu odeio!! Sonhei até com perfeição, sonhei com bruxas e príncipes encantados! - E hoje, Dandara, você sonha com isso? Algumas vezes penso que sou insensível, mas aí encontro pessoas como esse amigo que te falei. - Você o ama? Amo? Não, meu caro! - Desculpe-me, queria saber sobre o amor, disseram que vocês mulheres entendem disso! Eu não entendo de amor, entendo de entrega! Eu sempre me entrego, jamais temo as pessoas! Muitos tentaram dissertar sobre o amor, mas nada me convenceu. Epicuro, filósofo que muito admiro, disse que o bem é prazeroso, se existe dor, é mal, se é mal, não é amor! Parece que o amor, pode se dissolver no bem, mas, acredito que ele falava de felicidade, apenas. Sobre o am…

The Fool

Eu andei meio aborrecida, não contigo, mas com a vida mesmo! Tentei me afastar das pessoas, ficar sozinha... Correr o mundo dentro de mim! Andar sem medo;  tocar o azul do mar;  tomar mais café;  fumar não apenas um cigarro, mas uma carteira em menos de uma noite.
Quero escutar Verdi com paciência e estudar Beethoven sem fúria. Estou lendo Kant com a pressa que nunca quis ter, ando meio acelerada, pois teu peso é contrapeso em mim! Eu fui, e tu nem se quer notaste... Esse labirinto de audácia é mais cruel que o do esquecimento!
Meu amor responde-me... Sou o teu "arrependimento"?  Sou a garoa vazia que não te molhou? Fui a boneca de pano que não te enfeitou "as vistas"? Sou o alazão bonito que você não quis por não ser branco?
Meu sentimento foi muito alarmado, devia ter seguido o conselho daquele escritor, ocultando as coisas, tornando-as misteriosas... Isso é mais atraente!  Não exitei ao ser indagada sobre meu amor, fui tola... Amor, te perdi pro mundo, te perdi pra mim! Estou …

Ode ao Mestre

Oh, Mestre...  Se o que falas fosse entendido por todos. Se minha mente conseguisse alcançar teus pensamentos. Se dizes que isto não é para nós. Se minha devoção por tal ciência não fosse real. Se teus passos pudessem ser seguidos... Estaria  eu  à segui-los. Se a pretensa ciência aceitasse à mim. Se meus argumentos ingênuos pudessem te convencer...  A simplicidade de sua construção, seria válida. Contudo, Mestre...  Se o caminho indicado por ti, não for este... Mesmo assim, eu seguirei...  Pois, se viverei como tu  estou certa de que a tal "felicidade" encontrei.

Nova Era

Eu vi... Eu vi homens progredindo, vi sua evolução. Zombando da crença, vi sua devoção. Ouvi um zumbido, acho que eram Sapiens. Ouvi dizer que eles evoluíram.
Olhei o mundo, do alto de uma montanha. Não havia companhia, nem som. Eu olhei sozinha. Eu olhei...
Imersa na intelectualidade profana, vi a evolução. Enxergava um punhado de palavras. Mas, não compreendia nada, que não fosse belo. Escutei um grito, esculpi um riso. Foi tu, que regressasse... Foi tu que progrediu. Já nem sei mais o que falo.
Andasse perturbada com o meu olhar. Andei embaraçada com o teu caminhar. Minha flor não me julgue. Essa é a minha vocação. Meu prazer é belo, e contigo compartilharei.
Eles evoluíram, já não são Sapiens. Há tempos procurei um nome para o que vi. Mas não encontrei. Tem uma aparência humana, mas falam de algo que não sei. Olhei o mundo, do alto de uma montanha... Os cães ladravam, mas "do nada" falavam. 

Minhas velharias...

Sem sorrisos, sem lágrimas... Músicas são trilhas, são guias. São atuais, mesmo as do século passado. Jamais estarão ultrapassadas. Jamais serão levadas. São viagens desfeitas, são passagens de ida. São sorrisos cálidos, são olhares devastadores. São conhaque's não tomados. São cigarros devorados. São mocinhos, nascidos no lixo. São vilões, com sorriso maligno. São alegres, e tristes também. São até serenas, mas tem uma combustão que nenhuma outra arte tem. São tudo de novo, mas, são minhas velharias também.