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Talvez a noia esteja em você!





Ela nasceu.
Seus pais a criaram.
Teve "sorte" de ter tido pai e mãe.
Ela foi consagrada em um altar que não lhe pertencia.
Ela adorou um deus que não sentia, resultando em uma tentativa fracassada de doutrinação.
Ela andou subvertendo os princípios morais tão comum à sua família.

O que ninguém sabe, é que ela não concebeu nada disso, na verdade, isso não faz sentido algum.
O natural para ela não é a ordem que está imposta. 
Olhar a vida sem interesse num pós vida.
Fazer amizades por interesse, e mantê-las por amor, respeito e companheirismo.
Ela não é dada a esses padrões. Muito menos as aparências, relacionamentos superficiais, nunca foi seu "forte". 

Talvez ela sofra, por não ser flexível diante do opressivo.
Talvez ela se arrependa de ter sido tão visceral.
Afinal, ser "polida", gentil e dócil, foi lhe ensinado de maneira bastante contundente e didática.
Se começasse a se rotular e aceitar os padrões convencionais impostos a mulher, seria feliz.

Pode ser que o pai dela tenha razão, afinal, ele é homem.
Um dia pode acontecer dela aceitar que deve ser igual a sua mãe.
Casar e ter filhos. 
Viver para o marido, filhos e casa.

Não há problemas em amar e nem nos sonhos convencionais.
Mas não a obrigue, talvez sonhos convencionais não se encaixem em seu mundo.

Ela não é paranóica,
 apenas enxerga coisas que você optou
 não 
ver.





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