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De volta pra casa



Vai que seja impaciência. 
Tenho andado tão "vazia".
As coisas estão sem sentido algum. 
O sorriso não alegra meu peito. 


Meus livros não me interessam tanto. 
Meus discos estão viciados em outra de mim, que não é essa desconhecida. 
Um abraço não desperta sentimentos. 
Minha motocicleta não funciona. 
Minha lua está decadente.


Não há nenhuma dúvida para sanar. 
Não há problemas para resolver. 
Só vazio. 
Há uma tranquilidade inquietante. 
Não há desespero para abrandar.


Eu disse a tu que iria caminhar e nem fui. 
Não quero refletir.
Não quero ser feliz, é tão antinatural. 
Minha existência só se efetiva na melancolia. 
Meus pensamentos só repousam na escrita.


Eu falei sobre tu para mim, não reconheci nada.
Tu parece não representar nada mais. 
Aline, tu parece o não ser de mim. 
Saia pela porta central, terá alguém a tua espera. 
Regressa ao teu paraíso.

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