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À procura da decadência ou introdução aos escritos da juventude

Era mais um daqueles dias tediosos na UFPE. Eu e umas amigas tomávamos umas "catuabas" enquanto eu espera minha companheira terminar uma prova da seleção de mestrado. Conversa soltas ao vento e despreocupação como  a única lei. 
Depois de algum tempo, minha companheira chegou e fomos jantar. Depois do jantar seguimos para diretório acadêmico, para jogar uma partida de dominó. Entre goles de catuaba, sentimos vontade de ouvir alguma música, daquelas que dá pra ouvir em grande grupo. Lá vamos nós, "puxamos" Flawless da Queen B, mas flawless não agradou muito aos demais ocupantes daquele espaço. Um burburinho sobre gosto musical se inicia, e os rapazes preferem sorrir e pedir aos deuses que aquela maldita música finde o quanto antes. Eu acho que foi apenas o conteúdo da música que incomodou, quem já ouviu flawless sabe do que estou falando. Rapazes que publicamente viveram relacionamentos abusivos com suas companheiras e com algumas amigas incluindo esta que vos fala.
Eu sempre ouvi as músicas da Beyoncé, mas não me considero fã, pois já parei por anos, e nem aprecio todas as suas músicas. Afinal, não dá pra agradar todo mundo - ou grande parte - por completo, haverá sempre alguma coisa que as pessoas não gostam em você. 
Eu curto, Tchaikovsky. Mas não gosto muito de apreciá-lo em grande grupo, afinal, sempre gostei do silêncio quando escuto Tchay. Acho que tenho fetiche por heave metal dos anos 70, além daquele amor despreocupado pelo The Beatles, mas nada que afete minha capacidade cognitiva. Porque pra uma pessoa ficar em "birra musical" deve ter algum problema de origem cognitiva. Quem aqui não disse que tal banda é melhor que determinada banda? - Se você nunca fez isso, nem leia meus textos. Você não é minimamente humano, é por isso, falha/falho. Não escrevo para super pessoas, essas nem perderiam tempo lendo textos de qualquer uma. Cometemos essas tolices de insistir que um estilo musical é superior a outro, que alguém que se escuta Pink Floyd não pode ouvir Shakira. Sim, fazemos isso!  Mas aos 25 é tão vergonhoso que chega a ser decadente. Isso que digo para os dois rapazes que acharam que eu havia decaído musicalmente: - Eu sempre ouvi Beyoncé, não ouvia perto de vocês, porque antes eu me importava com a opinião de vocês, hoje não me importo, eu não preciso dela para nada! A única coisa que tem de decadente nessa situação é a imaturidade de vocês.

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