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Sobre a brevidade da existência

Quando temos 20 e poucos anos não é comum pensar na morte.
Mas eu penso...
Penso constante como e quando vou morrer, se será um infarto, AVC ou complicações de câncer.
Todos ao meu redor dizem que devo parar, e concordo com todos eles.
Eu sofro com transtorno de ansiedade, e isso me faz um mau arretado, pois interrompo minha vida quando deixo de viver, para padecer por coisas que vão acontecer ou não, já que não sabemos do que vem depois de hoje.
Eu realmente paro!
Esses dias estava pensando em escrever um livro sobre pessoas anônimas e como elas foram incríveis dentro das circunstâncias que viveram. Talvez tenha sido um meio que encontrei para não continuar no anonimato depois da minha morte, porque sei que se não temos talento nas artes ou em outros aspectos, seremos apenas pessoas comuns esquecidas 'no tempo'.
Nesse exato momento eu não queria sentir dor, não queria pensar muito (às vezes, sinto falta da ignorância), isso acelera o tempo que desejo que passe lentamente.

O que poderia tirar de bom dessa vida que tanto me maltrata?
Momentos incríveis que não saem da minha mente. Momentos de alegria, euforia, afetos sinceros, afetos ardentes, tristezas educativas. Os momentos bons, os sentimentos verdadeiros, eles dão algum sentido a vida. Talvez essa brevidade seja ruim, mas se ela for intensa e verdadeira, se torne interessante ao invés de ruim.

Você é especial pra mim por ter lido!

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