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I

Quê procuras?
Minha voz. Outrora aguda que se expandia dentro de mim, e agora, se esconde em tua presença.
Diante de nós, nestes momentos impertinentes, minha voz fica latente na caverna, ecoa de maneira solitária.
Quê é vida consentida?
Silêncio.
Minha voz não existe.
Aprendi que o silêncio é meu melhor.
Você "enxerga" todo barulho capaz de deixar meu corpo mudo.
Mas, ignoras e adentra um terreno que não foste permitida.
Por que não entrar?
O incômodo é inconsciente, não sei por qual janela sair.
Sempre entrego minhas viagens aos elfos, mas eles parecem não querer.
E tu chegas, como uma duende do mal e entra sem ser convidada.
Será algo mau resolvido em vidas passadas?
Não sei.
Eu tenho medo de você em alguns momentos.
Parece que você me conhece como um artista conhece sua arte.
Você me tem nas entrelinhas de suas mãos, porém, não sabe o que fazer.
Me diz o que pensas?
Não. Você não vai gostar de saber.
Eu me calo.
Eu aceito.
Mas não consenti que "entraste" em mim.
Eu me anulo por tua causa.
Eu me fecho por tua causa.
Não porque sou altruísta, mas tenho medo. Tu me conheces, e isso me apavora.

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